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domingo, 20 de maio de 2012

Os Spitfires cervejeiros

Essa história foi comentada numa das reuniões do GAP pelo membro Freire, que disse que pretende montar um kit do Spitfire com os barris de cerveja. A Italeri italiana tem um kit do Spitfire "Beer Truck", na escala 1/48, mostrado acima. Aqui, a narrativa desta interessante história, que também pode ser conferida neste site.


Os Spitfires Cervejeiros
Em um dos momentos mais leves da Segunda Guerra Mundial, o Spitfire foi usado em um papel pouco ortodoxo: trazendo barris de cerveja para os homens na Normandia.
Durante a guerra, a Heneger e a Constable Brewery doaram cerveja de graça para a tropa.
Depois do Dia D, o abastecimento das tropas de invasão na Normandia com suprimentos vitais já era um desafio. Obviamente, não havia espaço na cadeia logística para luxos tais como a cerveja ou outros tipos de bebidas. Alguns homens, fornecedores, foram capazes de obter vinho ou outras sutilezas do país e dos habitantes locais.
Os pilotos de Spitfire da RAF tiveram uma idéia ainda melhor.O Spitfire Mk IX era uma versão evoluída do Spitfire, com suportes sob as asas para bombas ou tanques. Foi descoberto que os de bomba poderiam também ser modificados para transportar barris de cerveja. De acordo com imagens que podem ser encontradas na net, vários tamanhos de barris foram utilizados. Se os barris poderiam ser descartados em caso de emergência é desconhecido. Se o Spitfire voasse alto o suficiente, o ar frio em altitude gelava a cerveja, tornando-a pronta para o consumo no momento da chegada.Uma variação deste método foi um depósito de combustível de longo alcance, modificado para transportar cerveja em vez de combustível. A modificação ainda recebeu um designativo oficial “XXX”.Os serviços de propaganda foram rápidos em saber disto, o que provavelmente explica o uso do designativo do projeto oficial.
Como resultado, os Spitfires equipados com a Mod XXX os Pilões portadores de barril eram frequentemente enviados de volta para a Grã-Bretanha para manutenção ou funções de ligação. Eles, então, retornavam para a Normandia com barris de cerveja cheios montados sob as asas. Entretanto, o Ministério britânico das Receitas e Impostos Especiais de Consumo entrou em cena, notificando as cervejarias que eles estavam violando a lei de exportação de cerveja, sem pagar os impostos correspondentes. Parece que Mod. XXX foi então encerrada, mas vários esquadrões encontraram saídas diferentes para reabastecer seus estoques. Na maioria deles, isso foi feito com a aprovação oficial de escalões mais altos. Em seu livro “Dancing in the Skies”, Tony Johnsson, piloto islandês servindo na RAF, lembrou que o reabastecimento de cerveja era executado quando ele estava voando com o 65th Squadron. 
Toda semana, um piloto era enviado de volta ao Reino Unido para encher alguns tanques com cerveja e voltar para o esquadrão. Qualquer pessoa que fizesse um pouso duro e perdesse o tanque seria o homem mais odiado na esquadrão por uma semana inteira. Em seu livro “Typhoon”, o piloto Desmond Scott recorda também os tanques descartáveis do Typhoon cheios de cerveja, mas lamentou que ela adquiria um gosto metálico.Técnicas menos imaginativas envolviam garrafas escondidas onde quer que o espaço poderia ser encontrado na aeronave, que incluiu as caixas de munições, compartimento de bagagem ou mesmo em partes da asa, com resultados variados. Garrafas de champanhe, em particular, não reagiam bem às vibrações que foram submetidas durante essas viagens engarrafadas.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Inglês encontra 20 Spitfires novos enterrados há 67 anos


David Cundall é um fazendeiro inglês aficionado por aviões que passou os últimos 15 anos procurando um esquadrão de 20 Spitfires enterrados em algum lugar de Mianmar. Nesse período ele torrou 130 mil libras e viajou 12 vezes ao esquecido país asiático, mas finalmente encontrou os aviões. Agora, os Spitfires voltarão para casa e serão reconstruídos para voar pela primeira vez.
Esses 20 Spitfires chegaram ao país asiático – que na época chamava-se Birmânia – para reforçar o avanço Aliado pelo território birmanês em batalhas contra o Japão, mas apenas duas semanas depois da chegada das aeronaves, os EUA deram um ponto final à guerra com suas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki.
Spitfire servindo na Birmânia durante a guerra

Então o Lorde Louis Mountbatten ordenou que os aviões fossem enterrados para impedir que forças estrangeiras os tomassem após o fim da guerra. Em algum momento de 1945 esses 20 aviões, recém saídos da linha de montagem foram encerados, envoltos em papel, tiveram suas partes móveis lubrificadas e foram enterrados a 1,5 metro de profundidade. Os mapas e documentos sobre a localização perderam-se ao longo dos anos, e os aviões acabaram esquecidos.
Em 1996 um amigo de David Cundall contou a ele que certa vez conheceu um grupo de veteranos americanos que trabalharam em uma enorme trincheira cavada para esconder aviões. Desde então ele vinha coletando informações com testemunhas oculares, vasculhando arquivos históricos públicos e publicando anúncios em revistas especializadas.
Militares britânicos preparam um dos 20 Spitfires antes de enterrá-lo

As primeiras viagens a Mianmar não foram bem sucedidas, principalmente devido ao ambiente político carregado, pois na época o país vivia um regime militar que só acabou em 2011. Mais tarde ele encontrou um dos homens que fizeram os mapas e a demarcação do local onde os aviões foram enterrados, e passou a alugar equipamentos para as escavações, mas o mapa estava com suas orientações manchadas por lama, e eles gastaram algum tempo procurando os aviões no lugar errado. Além disso, Cundall percebeu em certo ponto que não estava cavando fundo o suficiente pois as crateras abertas pelas bombas chegavam a mais de seis metros de profundidade, e elas foram fechadas posteriormente.
Foi quando Cundall voltou a Mianmar com um equipamento capaz de dobrar a profundidade atingida que ele e sua equipe encontraram as caixas contendo os aviões cuspidores de fogo.
Ao contrário do que parece até aqui, o sr. Cundall é apenas um pequeno fazendeiro, e não um multi-milionário – o que explica o tempo gasto procurando os aviões. “Levou 15 anos, mas eu finalmente os encontrei”, disse o inglês ao jornal The Telegraph. “Spitfires são aviões lindos e não devem apodrecer em uma terra estrangeira. Eles salvaram nossas vidas na batalha da Grã-Bretanha e devem ser preservados”.
Ao saber da descoberta de Cundall, o primeiro-ministro David Cameron ficou impressionado, e iniciou a negociação política para remover as aeronaves do território birmanês. A remoção custará 500.000 libras e será financiada pela Boultbee Flight Academy, uma academia de pilotagem de aviões que conserva algumas unidades do Spitfire. O governo britânico prometeu a Cundall que não reivindicará as aeronaves.
Dos 21.000 Spitfires construídos, restaram apenas 35 em condições de voo. Com sorte, em pouco tempo esse número subirá para 55 graças à busca apaixonada e incansável de David Cundall.

Fonte: Site Jalopnik.com.br